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História De Dar El Bacha

A história de Dar El Bacha, do palácio privado de um paxá ao Museu das Confluências de Marraquexe. Descubra como esta residência do início do século XX se tornou uma das restaurações mais celebradas da medina.

Um Palácio Construído Para Impressionar

Dar El Bacha — literalmente «a casa do paxá» — foi construído em 1910 no coração da medina de Marraquexe. Foi erguido em grande escala como residência privada de Thami El Glaoui, nomeado paxá de Marraquexe pelo sultão Moulay Youssef em 1912.

O Senhor Do Atlas

Conhecido como «O Senhor do Atlas», Thami El Glaoui foi, durante décadas, a figura política mais poderosa do sul de Marrocos sob o protetorado francês. A partir de Dar El Bacha, geria os assuntos da região, e o palácio tornou-se um ponto central da vida política durante essa época.

Um Palco Para A Elite Mundial

O paxá era famoso pelas suas suntuosas receções e banquetes. Escritores, músicos e figuras políticas — incluindo Colette, Maurice Ravel, Charlie Chaplin, Josephine Baker e Winston Churchill — passaram todos pelos pátios e salões do palácio.

Esplendor Arquitetónico

Dar El Bacha combina a disposição e a decoração marroquinas tradicionais com subtis influências europeias, especialmente nos seus espaços de receção mais sumptuosos. Os intrincados azulejos zellige, os tetos de cedro esculpido e um pátio plantado com laranjeiras perfumadas evidenciam a mestria da época.

O Declínio Após A Independência

Thami El Glaoui morreu em janeiro de 1956, o mesmo ano em que Marrocos alcançou a independência. A sua queda política foi rápida, e Dar El Bacha foi encerrado pouco depois, ficando ao abandono durante décadas.

Restauração E Renascimento

O palácio foi integrado na Fundação Nacional dos Museus de Marrocos em 2015, que conduziu uma importante restauração. A 18 de dezembro de 2017, reabriu ao público como Dar El Bacha – Museu das Confluências, um nome escolhido para refletir o diálogo entre a cultura marroquina e a mundial.

Dar El Bacha Nos Dias De Hoje

Hoje, Dar El Bacha situa-se na medina de Marraquexe, classificada pela UNESCO como Património Mundial em 1985. Como Museu das Confluências, acolhe exposições rotativas de arte marroquina e internacional nos seus pátios e salões restaurados — um lugar onde o passado do palácio e o presente do museu convivem.

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